10 de agosto de 2009

Aqui jaz o amor. Quando o relógio apontava doze horas já sentia o cheiro, o gosto, a falta de fome, a dor de cabeça, o ultimo suspiro das palavras frias, o fim. O fim era o começo de outro fim que estava por vir. Prefiro não saber. De grão e grana me falta tanto meu Deus. Talvez era preciso amar mais. Talvez não, era sempre um filho perdido, era sempre um amor plástico, bandido, que só servia para dizer que estava lá. E não existia. E eu ia contornando as coisas com as cores e as formas do amor. Saía loucamente inventando brigas, ciúmes, charmes, mentiras...Chorava e ria, chorava e ria numa agonia só. No final, o vinho... Não sei do vinho, esqueci. O pior é que no final, logo no final mesmo, o amor era verdade. Era estranho pensar assim, estranho, engraçado e confuso. Era preciso ter aguentado mais, só mais um pouco, feito os braços fortes da minha mãe: linda, linda, linda como o trovão. É preciso esperar a dor vir de novo e então entender tudo isso. Pagar para ver o que dizem nos livros e nos filmes de amor. È preciso estar renovando o que pia e grita aqui dentro, estar esperando sempre um outro. Porra, tudo besteira. Parei por aqui.