21 de julho de 2009

Ana

O que pensava talvez não era nada. Podia calcular a dor que iria lhe causar dez anos depois. Existia assim um pressuposto de que não servia pra nada. Ana não sabia o que queria. Ana não esperava. A onda batia entre as pernas flácidas, e o vento levava seu cabelo embaraçado. A noite espalhava a dor de ser ela mesma. Não havia mais nada para contar . Nada para mudar. Já não havia fim nem pressuposto. Acabou o seu dia e a vontade do outro dia. Ganhara só a confusão do mundo e seus pesadelos. Enchia suas letras de ponto. Ponto, ponto...

Um comentário:

  1. Não sabia que você escrevia... Pelo menos não me lembrava... Gostei desse. Marca bem seu estilo. Parece que continua a mesma. Intensa e vaga. Há sempre uma coisa sua a ser tirada das entrelinhas... Sua alma fica no texto. Isso pode ser bom, mas pode ser perigoso.
    É bonito.

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